segunda-feira, 24 de junho de 2019

Canábis na Cidade, Rua e Universidade 2005-2019


Em Portugal a Canábis está mal!
Aumentou a oferta,
Aumentou a procura, 
Aumentou o consumo,
Aumentou o leque de idades dos consumidores, 
agora dos 12 aos 70, 
Aumentou o consumo das cidades para as vilas
e aldeias, do litoral para o interior.
Aumentou o consumo de casa, para as escolas,
para os jardins.
Aumentou a satisfação
de quem acha que está tudo bem.

Assim sendo, tudo isto é um sucesso.

Aumentou a ignorância dos consumidores.

Mantém-se o desconhecimento dos
produtos consumidos.

Uma reflexão de
Luís Patrício

Com colaboração de Gonçalo Roxo
Terapeuta Ocupacional
Equipa de Adictologia e Patologia Dual
CLÍNICA DA LUZ
CARNIDE, LISBOA




Canábis em Portugal
Em Portugal, o consumismo
tornou a canábis banal.

As gerações mudam
As pessoas crescem e morrem
O banal é ilegal.

Este banal cultural ilegal
vai provocar a mudança
para o banal cultural legal

A legalização.

Outrora, em outras culturas a canábis
não era ilegal.
E por razões de poder nesse local,
foi colocada ilegal.

Posteriormente, por mais questões de poder,
o ilegal passou a ser uma resposta geral,
nacional e internacional.

Cultura e saúde podem não colidir
Cultura e saúde podem colidir

Conhecimento e Saúde não colidem
Cultura e conhecimento podem colidir

Colidem sempre que
o conhecimento põe em causa o poder.

Quando o saber põe em causa o poder…

E quando o poder põe em causa o saber,
promove a ignorância e o obscurantismo
para conservar o poder.

O saber é uma ameaça ao poder.
Ignorantes e mansos, 
capados conservam tiranos e engraxam ditadores

“Na mão dos betinhos,
na universidade,
é onde se encontra qualidade”

A legalização irá resolver a ilegalização
Não resolve a Educação em falta
Não resolve a Prevenção em falta
Se continuar o desconhecimento da qualidade
continuamos a agravar a realidade.

A mentira e a propaganda não conhecem limites
A verdade e o conhecimento reconhecem os seus limites pelo que rejeitam a mentira.



A canábis terapêutica não é para curtir
É conhecida, controlada e é para tratar.
Uso médico

A canábis para curtir não é terapêutica,
é desconhecida, não controlada e é para gozar.
Uso recreativo.

Desconhecer o uso do desconhecido
é agravar o risco.


Canábis terapêutica é conhecida e controlada.
Com responsabilidade médica serve para tratar.
Não é para curtir

Canábis de rua é desconhecida, não controlada.

O uso recreativo, para curtir, é autossatisfação
Não é uma terapêutica médica.

Em Portugal 2001-2019
o uso e abuso de canábis tornou-se banal

Dos 12 aos 70 já nada surpreende
E se a universidade é uma escola,
a ignorância no uso e na qualidade
não se entende.

Desconhecer o descontrolo
agrava o risco de adoecer.

Quem não mente? O doente ou o dirigente?

CANABIS POR TODA A CIDADE

CONSUMIDA EM QUANTIDADE

DESCONHECIDA A QUALIDADE

2005 - 2018
UMA HISTÓRIA DE VERDADE
DA RUA À UNIVERSIDADE


Muito obrigado "João"
pelo contributo
para a Prevenção

Pense sobre o que neste video nos disse o "João"
e a relação do que disse com a nossa prevenção.
Prevenção:
controlo da oferta, redução da procura,
redução de riscos e minimizaçáo dos danos.
Tratamento e recuperação.













sábado, 1 de junho de 2019

INJECTAR COMPRIMIDOS : MAU USO DE MEDICAMENTOS



INJECTAR COMPRIMIDOS na rua... em 2019

Informação para informar.
Raquel Lito, Jornalista interessou-se sobre este assunto e com João Miguel Rodrigues, Fotógrafo, mostram na Revista SÁBADO, realidades que têm andado ocultadas.

INJECTAR COMPRIMIDOS
COMPORTAMENTO COM MUITOS RISCOS ACRESCIDOS
Nos anos setenta foi desastroso para a nossas Saúde o mau uso, uso abusivo de medicamentos "droga". 
Houve mudanças necessárias e a situação dessa "oferta" acabou ou foi bastante reduzida.

Até que... 
Até ao final dos anos 80 foi crescendo a grave realidade do consumo abusivo de outros fármacos, de determinados medicamentos na rua, estimulantes, opióides e outros sedativos, como por exemplo midazolam. Perante essa verdade e respectivos estragos, e após ter participado esta situação ao Gabinete do Ministério da Saúde, bastaram UMAS SEMANAS para que houvesse uma solução a bem da saúde. ACONTECEU.

E acabou o abuso de rua desses medicamentos, após uma “simples” alteração legal para a prescrição desses medicamentos identificados. Para cada doente,  e para receitar flunitrazepam, o médico passou a ter que "fazer duas receitas iguais", com dados da identificação e residência do doente e da sua própria identificação. E a farmácia tinha que receber as duas receitas para poder vender esse medicamento.

Quem trabalha sabe que neste século outros medicamentos foram sendo usados como medicamentos na rua, em áreas de consumo e também em prisões. 

Temos escrito sobre o mau uso de medicamentos em diversos livros que temos publicado. 

Já neste século publicamos em 2001, 2006, 2009, 2014 e algumas centenas destes livros foram recebidos como oferta por colegas e outros profissionais da saúde.

E temos partilhado e participado a situação de abuso crescentes desde a passada década. 

Alertámos verbalmente e por escrito, neste século, em múltiplas ocasiões públicas e privadas, profissionais de saúde, autoridades técnicas e políticas e políticos. 

Em Maio de 2019 estamos na mesma, com pessoas doentes a fazerem auto-medicação com fármacos subsidiados pelo orçamento do Serviço Nacional de Saúde e comprados na rua, por doentes que deles sentem necessidade para aliviar o sofrimento e assim vão mitigando, mas agravando, a sua situação.


Informação para informar.
Raquel Lito, Jornalista interessou-se sobre este assunto e com João Miguel Rodrigues, Fotógrafo, mostram na Revista SÁBADO, realidades que têm andado ocultadas.


DECLARADAMENTE,
e em minha opinião, vergonhosamente,
 APÓS
A LEI DE REDUÇÃO DE RISCOS DE 2001, 
A SAÚDE PUBLICA TEM ESTADO EM CAUSA, mas... assim tem sido.
Ao longo dos anos propus a muitos jornalistas, colegas, políticos e dirigentes, estas vistas à realidade, bem triste, disfarçada, reprimida e até mal ocultada.

Houve quem aceitasse o desafia de ver e não escondesse o impacto, como aconteceu anteriormente com Jornalistas Isabel Risques, António Ribeiro e Ana Carvalho.
Houve quem pouco pudesse dizer sobre a realidade, quem não pudesse dizer tudo
E houve quem não aceitasse a visita acompanhada.
E houve quem fosse ver e gravar e, pasme-se nada publicasse (ou pelo contrário e no mesmo dia, o poder fosse dizer que estava tudo ben).
E também houve quem me convidasse e não cumprisse com o encontro previsto.











Porquê e até quando se mantém a negação da evidência e de mais este significativo desperdício?  
Ouvimos, há alguns anos que o orçamento para a droga “são peanuts” no orçamento do Ministério da Saúde. 
Não fui capaz de esquecer tal expressão, sobre desperdício, prova de crise de qualidade na crise de quantidade.

Quanto tempo falta para as mudanças? 

Artigo em desenvolvimento....

quarta-feira, 27 de março de 2019

ÁCIDOS "SELOS" PSICODISLEPTICOS E "VIAGENS"


PSICODISLÉPTICOS E "VIAGENS"
Luís Duarte Patrício
Médico Psiquiatra
Chefe de Serviço
Equipa de Adictologia e Patologia Dual
Clínica da Luz - Psiquiatria
Carnide - Lisboa


A propósito do artigo da Jornalista Raquel Lito, publicado em 21 de Fevereiro de 2019 na Revista Sábado, com o devido acordo aqui publico a totalidade do meu contributo

Aqui pode ler todas as respostas e ver algumas fotos enviadas.
 .
Enviado também um texto sobre a retoma sobre o interesse terapêutico do LSD

Espero que as respostas sejam úteis.



RL -  Quais as principais lesões que ambos apresentaram devido ao consumo dos ácidos em “selos”?

LP - As substâncias psicodislépticas, psicadélicas ou psicoticomiméticas provocam alterações no funcionamento do cérebro, e os ácidos, o LSD, provoca significativas alterações nomeadamente na percepção e no estado de consciência.
Da minha prática clínica os pedidos de ajuda na sequência de uso de ácidos estão muito relacionados com más viagens, situações de angústia intensa, vivências depressivas após o consumo e com perturbações psicóticas.

Os consumidores referem que o consumo de ácidos é mais comum na forma de selos, mas também há quem use em gotas ou em pequenos comprimidos, etc.

Também conheci quem tenha consumido por engano (ou sendo enganado) e tenha ficado “a tripar”, alucinado (perturbado) por ter “metido um ácido”, embora estivesse na expectativa de ficar “com speed” (acelerado) por pensar “ter metido speed” (anfetamínico). Expectativas goradas, o que pode provocar riscos acrescidos.

É comum a muitos consumidores, misturarem substâncias psicoactivas legais (conhecidas) e substâncias ilegais que não sabem ao certo o que são e que, sendo ilegais não têm garantia de qualidade.
 Conheço quem consumiu ácidos, ocasionalmente ou até com regularidade em policonsumo. E conheço quem adoeceu com o consumo ocasional ou até regular, mas não conheço dependentes de ácidos.


RL - Quando é que o Dr. começou a receber os primeiros casos de consumidores de “selos”?

LP - Nos anos 80 o consumo de ácidos era pouco frequente. Na década de 90 foi-se tornando um pouco mais frequente e neste século tem gradualmente aumentado. Ouvindo o que nos dizem os consumidores e os que adoecem, na última década tem sido cada vez mais comum encontrar substâncias sintéticas, incluindo naturalmente ácidos, seja em muitas festas urbanas ou em meio rural, e em festivais. E até mesmo na noite e nos after, é muito mais comum do que muita gente pensa. Claro que álcool, canábis, cocaína, md, são muito mais comuns, mas não faltam ácidos.  Oiça em 2´57´´ https://www.facebook.com/watch/?v=1600101200287299
Video Portugal Droga de Verdade Salões de consumos Testemunho...
PORTUGAL E AS DROGAS – 1- Salões de consumos
Quem fala mais verdades sobre drogas? Doentes ou dirigentes?
Nem sempre e nem todos os doentes mentem.
A partilha deste texto/vídeo (2´57``) pode contribuir para mudanças necessárias, pela seriedade que se exige em oposição a alguma publicidade ou corrente “maquilhada” ou enganosa, e para o bem da nossa Saúde.
Reconheço que, desde há largos anos, o que é divulgado, o que se lê e ouve na Media complacente ou alinhada, não corresponde ao que temos visto e ao que nos diz quem sofre, os doentes e seus familiares. E até ao que ouvimos de profissionais de saúde e do ensino, que trabalham no terreno.
Nas realidades que conheço, nas áreas da Prevenção / Educação, Tratamento, Redução de Riscos e Recuperação, e da Formação/actualização, manifestamente tem havido retrocesso desde há mais de 10 anos. Há enormes disparidades entre o que se diz que se faz e o que acontece.
Por exemplo, quem frequenta certos festivais ou certos locais da “noite” e / ou "after”, reconhece verdades neste vídeo.

RL - Tem registado um aumento? Se sim, desde quando?

LP - Muito evidente, claramente desde o início deste século com nacionais e estrangeiros. Há estrangeiros que vêm em grupos, fazer temporadas, e há quem, organizado, para além do equipamento de som e estruturas, venha também com equipa /equipamento de redução de riscos.

As festas onde se consome som, e onde aparecem e se consomem também substâncias sintéticas disponibilizadas (e de qualidade não conhecida pelos consumidores), acontecem pelo país, em armazéns, tendas, espaço aberto, sejam festas legalizadas ou não sejam legalizadas.
Há concelhos onde acontecem com regularidade.

RL - Qual a prevalência de idades dos consumidores? E onde consomem? Como acedem a estas substâncias?

LP - As pessoas que conheço e que consomem, jovens em fim da adolescência, jovens adultos e adultos, para além da noite /after e festivais comerciais, frequentam festas não legais, por onde acontecem. Conheço quem frequenta, quem ajuda a que aconteçam, festas com poucas centenas de pessoas ou com largas centenas de pessoas, sem muitas condições de higiene ou com melhores condições, com muito bom som ou nem tanto assim, debaixo de um viaduto ou em campo aberto, por largas horas ou pelas largas horas de um fim de semana, apenas descansando um pouco no carro para prosseguir na festa.

Quem quer, pelas redes sociais chega onde quer. Se nada falta ou há quase de tudo, apesar de riscos para a saúde, não são comuns as equipas de redução de riscos.
Também neste âmbito há muito para fazer.

Há também quem vá fora de Portugal para participar em grandes festas.


RL - Pode relatar o caso da mãe que lhe mostrou os selos consumidos pelo filho (Quando aconteceu? Que idade tinha o filho? Que disse o Dr. à mãe)?

LP - Há 5 anos, uma mãe residente numa ilha, falou-me muito preocupada, por ter recebido um envelope enviado de Lisboa por correio e dirigido ao filho. Desconfiada e angustiada decidiu abrir e violando a correspondência viu uns bonecos, selos. O filho tinha 22 anos e já trabalhava. Sugeri que revelasse ao filho o que tinha feito por estar muito angustiada, deixando recado para que me contactasse.


RL - Pode enviar-me fotos de micro selos?


Em 1991, em Os Profissionais de Saúde e a Droga, escrevi sobre Alucinogénios (pág. 59 e 60 e 95 e 96).
E em 2014, em Políticas e Dependências também escrevi as páginas que aqui lhe envio. E também envio as fotos de 50 selos para o sofrimento de uma mãe.
 
- Posso usar esta imagem (em anexo) que o Dr. publicou no Facebook?

O original não é meu. É uma montagem que fiz a partir do post no Caarud Republique de James Beaurepaire


Un peu de réduction des risques liées à la conso de
#lsd #buvard #trip
Attention au risque de bad trip très important avec ce produit, toujours bien se renseigner avant de consommer, attendre les effets (jusqu'à 5 ans) et toujours fractionner les doses en commençant par un quart ou un demi 
#trump #rdr #badtrip



 A imagem que coloquei no facebook tem imprecisão sobre o nome do autor que publicou, é James Beaurepaire do
Caarud Republique   e eu errei ao publicar Caarud Beaurepaire. 
Será mais prudente não usar para não potenciar o erro, embora possa usar o texto que escrevi/adaptei

Lvro de 1995, onde escrevi nomes de ácidos, panteras, dragões, etc.



Mala da Prevenção DrLuis Patricio psimedicina@gmail.com

18/03/2019, 03:16 (há 9 dias)
para Raquel

La résurrection de la recherche médicale sur le LSD

Après s’être brutalement arrêtées avec l’interdiction du LSD à la fin des années 1960, des études sur les substances psychédéliques recommencent en Suisse, en Grande-Bretagne, mais pas (encore) en France.
Par Luc Vinogradoff Publié le 18 novembre 2018 à 15h00 - Mis à jour le 18 novembre 2018 à 15h51
Temps deLecture 5 min.
Article réservé aux abonnés
Dans les années 1950, le psychiatre britannique Humphry Osmond (1917-2004) et l’écrivain Aldous Huxley (1894-1963) étaient à la recherche du mot juste pour décrire les substances – le LSD, la mescaline, la psilocybine – qui altèrent la réalité et dont ils étaient à la fois consommateurs et théoriciens. Un mélange des mots grecs psyche et delos sera inventé par Osmond : « psychédélique », ce qui rend l’âme visible.
Le psychiatre fut un des pionniers de l’utilisation thérapeutique du LSD. Il créa en 1953, au Canada, un programme pour aider les alcooliques. En leur administrant une unique et forte dose de LSD, il espérait que la psychose artificielle passagère qui en résulterait, proche du delirium tremens dont souffrent les alcooliques, les pousserait à arrêter. Jusqu’à la fin des années 1960, il traitera près de deux mille patients. Un an après leur thérapie, 40 % à 45 % d’entre eux n’avaient plus rebu, un taux colossal.
Ce fut loin d’être le seul chercheur à mener des essais cliniques avec du LSD à cette époque. Le LSD était alors un médicament légal. Il suffisait de passer commande au laboratoire suisse Sandoz, qui l’avait breveté, pour recevoir gratuitement des cachets de Delysid, leur médicament à base de LSD. Entre 1950 et 1965, près de quarante mille personnes souffrant d’alcoolisme, de dépression profonde, de toxicomanie, de schizophrénie ou d’autisme se voient prescrire une forme ou une autre de LSD.
Près de mille études sont publiées et, même si certaines sont entachées d’une maigre rigueur scientifique, les résultats, comme ceux du Dr Osmond, sont souvent encourageants. Le psychiatre suisse Franz Vollenweider parlera « d’effets thérapeutiques prometteurs » sur tous ces patients, dans une étude parue en 2010.

Du 

Bertrand Lebeau Leibovici23 de novembro às 18:05 · 

Je me trouve en excellente compagnie avec Zoé Dubus et Vincent Verroust dans un article du Monde en ligne sur le retour des psychédéliques en médecine :
La résurrection de la recherche médicale sur le LSD
Après s’être brutalement arrêtées avec l’interdiction du LSD à la fin des années 1960, des études sur les substances psychédéliques recommencent en Suisse, en Grande-Bretagne, mais pas (encore) en France.
18.11.2018 à 15h00 • Mis à jour le 18.11.2018 à 15h52
Par Luc Vinogradoff
Dans les années 1950, le psychiatre britannique Humphry Osmond (1917-2004) et l’écrivain Aldous Huxley (1894-1963) étaient à la recherche du mot juste pour décrire les substances – le LSD, la mescaline, la psilocybine – qui altèrent la réalité et dont ils étaient à la fois consommateurs et théoriciens. Un mélange des mots grecs psyche et delos sera inventé par Osmond : « psychédélique », ce qui rend l’âme visible.
Le psychiatre fut un des pionniers de l’utilisation thérapeutique du LSD. Il créa en 1953, au Canada, un programme pour aider les alcooliques. En leur administrant une unique et forte dose de LSD, il espérait que la psychose artificielle passagère qui en résulterait, proche du delirium tremens dont souffrent les alcooliques, les pousserait à arrêter. Jusqu’à la fin des années 1960, il traitera près de deux mille patients. Un an après leur thérapie, 40 % à 45 % d’entre eux n’avaient plus rebu, un taux colossal.
Ce fut loin d’être le seul chercheur à mener des essais cliniques avec du LSD à cette époque. Le LSD était alors un médicament légal. Il suffisait de passer commande au laboratoire suisse Sandoz, qui l’avait breveté, pour recevoir gratuitement des cachets de Delysid, leur médicament à base de LSD. Entre 1950 et 1965, près de quarante mille personnes souffrant d’alcoolisme, de dépression profonde, de toxicomanie, de schizophrénie ou d’autisme se voient prescrire une forme ou une autre de LSD.
Près de mille études sont publiées et, même si certaines sont entachées d’une maigre rigueur scientifique, les résultats, comme ceux du Dr Osmond, sont souvent encourageants. Le psychiatre suisse Franz Vollenweider parlera « d’effets thérapeutiques prometteurs » sur tous ces patients, dans une étude parue en 2010.
Du cabinet médical à la rue
Ces « effets thérapeutiques » ne convaincront pas les responsables politiques de l’époque, après que le LSD échappera au corps médical pour inonder les rues des Etats-Unis. Même un ardent défenseur comme Osmond rappelait sans cesse que les psychédéliques étaient « des substances dangereuses qui doivent être traitées avec respect ». Mais l’époque était contestataire, et un autre psychiatre converti au psychédélisme avait plus d’écho : Timothy Leary, qui distribuait des cachets de LSD à ses étudiants d’Harvard sans aucune supervision et appelait toute une génération à rejeter la société.
Le LSD alimentera la prise de conscience de la naissante contre-culture américaine, inspirera des œuvres incroyables à des artistes, écrivains et musiciens, mais sera aussi usé et abusé, hors de tout contrôle médical. Les travaux scientifiques finiront par être conjointement discrédités par le zèle politique et les excès du Summer of Love.
En quelques années, le LSD passera du statut de médicament au potentiel intriguant à celui de stupéfiant. Interdit progressivement dans les pays occidentaux sous l’impulsion américaine, il finira classé en 1971 par l’ONU, avec la psilocybine et la mescaline, comme substance n’ayant aucune valeur thérapeutique.
Absence et renaissance
S’en sont suivis quarante ans durant lesquels les recherches médicales psychédéliques ont tout simplement disparu. Leur classification comme stupéfiants n’empêchait théoriquement pas leur utilisation dans un cadre médical, mais les autorisations administratives étaient si compliquées à obtenir et le financement d’essais cliniques si prohibitifs que presque aucun chercheur ne s’y est aventuré.
« De 1966 à 2006, en dehors de quelques équipes qui ont maintenu vivante l’idée que les psychédéliques pouvait avoir un intérêt thérapeutique parfois considérable, tout s’arrête », résume Bertrand Lebeau-Leibovici, addictologue à l’hôpital Saint-Antoine, à Paris.
Toute la recherche issue de la période 1950-1966 est oubliée, quand elle n’est pas purement discréditée. « Depuis les années 1970, on a assisté à une disqualification du LSD en tant que médicament au sein de la communauté scientifique, qui ne le considère que comme un stupéfiant, explique Zoë Dubus, doctorante en histoire, spécialiste de l’usage médical des psychotropes. La couverture médiatique sur les supposés effets négatifs du LSD hors du cadre médical contribue aussi au déclin de l’intérêt scientifique. Tout cela empêche la reprise des études. »
Le retour de ces substances dans le champ de la psychiatrie, des neurosciences et de la psychopharmacologie, ce que certains chercheurs appellent « la deuxième vague de recherche psychédélique », s’amorce au début des années 2000, porté par ces « quelques équipes » travaillant en Suisse, en Grande-Bretagne et aux Etats-Unis et financées par trois associations privées qui militent pour la légalisation des psychédéliques et hallucinogènes à usage thérapeutique : la Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS), le Heffter Research Institute et la Beckley Foundation.
Parmi les études modernes les plus importantes
LSD et fin de vie. Le psychiatre suisse Peter Gasser a mené, de 2006 à 2012, la première étude clinique avec du LSD en 40 ans. Il a donné des doses à des malades tout juste diagnostiqués d’un cancer à un stade avancé pour savoir si cela pouvait les aider à gérer leur angoisse. Les résultats, publiés en 2014, montrent que les patients ont connu une amélioration durable de leur état psychologique. « L’intérêt pour ces personnes est d’avoir un traitement qui fasse effet rapidement (…) L’expérience du LSD peut les aider à surmonter une crise existentielle », écrit le psychiatre.
LSD et cerveau hyperconnecté. En 2016, David Nutt et Robin Carhart-Harris, de l’Imperial College London, montrent pour la première fois les effets du LSD sur le cerveau humain. Des IRM montrent comment il en modifie les connexions et l’activité. Des zones qui étaient séparées - celle de la vision, de l’ouïe, du mouvement - ne le sont plus. Un début d’explication à cette sensation de dérèglement ses sens qu’on vit sous trip, mais aussi, pour les chercheurs, des possibles pistes dans la recherche psychologique sur la dépression et l’addiction.
La tradition psychédélique de la recherche française
Rien de tout cela en France, où les recherches psychédéliques sont au point mort depuis l’interdiction du LSD en 1966. « Le coût des essais cliniques, l’absence de fondations privées anglo-saxonnes et la difficulté à obtenir des autorisations légales rendent la recherche extrêmement difficile en France, alors même qu’il y a un assez large consensus pour penser que le potentiel thérapeutique est considérable », regrette Bertrand Lebeau-Leibovici.
Un essai clinique nécessiterait l’aval de l’Agence nationale de sécurité du médicament (ANSM), de comités d’éthiques et de comités de protection des personnes. Pour Thomas Gicquel, du laboratoire de toxicologie de l’université de Rennes et auteur d’une thèse sur l’utilisation médicale du LSD, la frilosité de ces organismes s’explique simplement :
« Il s’agit quand même de donner une substance classée comme stupéfiant à des patients alors qu’on n’en mesure pas toujours les effets, à court et long terme. »
Les défenseurs des thérapies psychédéliques ne comprennent, eux, pas cette frilosité, d’autant que, rappellent-ils, la recherche française fut pionnière en la matière dans les années 1960. Les premiers essais cliniques pour traiter les névroses avec de la psilocybine ont été menés à l’hôpital Sainte-Anne par les psychiatres Jean Delay et René Robert. « Il y a eu une vraie présence française dans la recherche sur le psychédélisme jusqu’à l’interdiction du LSD. Depuis, les Français sont absents des travaux. Ce qui a prévalu, c’est la bêtise », critique le Dr Lebeau-Leibovici.
En l’absence d’ouvertures administratives, les chercheurs qui défendent le potentiel thérapeutique des substances psychédéliques s’organisent autrement. Vincent Verroust, un chercheur en histoire des sciences, a créé en 2017 la Société psychédélique française, une association qui met en relation les chercheurs qui s’intéressent au sujet, avec une approche mêlant éducation et lobbying :
« Notre rôle est de faire connaître ces substances, leurs applications thérapeutiques, les publications étrangères en la matière, mais aussi augmenter les probabilités pour que les recherches cliniques se produisent en France. »
Comme tous les chercheurs s’intéressant à la question que nous avons interrogés, il « est très confiant sur le fait que ça va finir par arriver en France. Même s’il y a des résistances législatives, culturelles et générationnelles, on attend que les premières fissures apparaissent ».
« Il y a un renouveau des études psychédéliques. Il serait extrêmement triste que la France n’y participe pas, abonde le Dr Lebeau-Leibovici. Je pense que les conditions sont réunies pour réveiller la recherche française. » Il compte prochainement déposer une demande de projet de recherche sur le LSD, la psilocybine, la DMT et la mescaline auprès de l’ANSM. Une tentative qui sera sûrement rejetée, mais dont le but est surtout de pousser l’organisme « à nous expliquer les raisons pour lesquelles elle refuse de nous donner une autorisation. Et à le faire publiquement".
Après s’être brutalement arrêtées avec l’interdiction du LSD à la fin des années 1960, des études sur les substances psychédéliques recommencent