sábado, 12 de outubro de 2013

IMPRENSA Jornal EXPRESSO Casos de droga aumentam 70% em dez anos. O que vejo e penso

Casos de droga aumentam 70% em dez anos
Notícia do jornal Expresso
Foram-me colocadas algumas questões pela jornalista, profissional da comunicação social.

É aqui, neste blog, que pode ler na íntegra
o texto que enviei, 
e que traduz o que escrevi, a verdade do que vejo e penso.
Certamente que critérios editoriais, permitiram apenas transcrever algumas ideias.
Aqui escrevo tudo, para que algum interessado possa ter acesso à totalidade da minha participação, feita com base na realidade do que vejo, e oiço dos meus doentes e familiares.



As perguntas do e-mail que recebi da jornalista Joana Bastos 10 de Outubro de 2013 às 15:20, e o que respondi cerca 2h depois, escrevendo entre duas consultas.

 - por via da crise e do agravamento das condições de vida das pessoas (desemprego, dificuldades económicas..), nota alguma alteração no consumo de drogas? Há um aumento do consumo de drogas como a heroína e o álcool?
- os números do SICAD indicam um aumento para o triplo de heroinómanos em recuperação (que já não consumiam há alguns anos) e que voltaram no ano passado e este ano a ser readmitidos nos centros de tratamento por recaídas. Como interpreta este facto?
Acrescente qualquer informação que lhe pareça relevante. Agradeço uma resposta com a maior urgência, visto que o artigo tem de estar fechado hoje.

                                                                                                      Texto publicado no jornal  





As minhas respostas

No ano de 2012 notei manifestamente que as dificuldades aumentavam em quem se queria tratar. 
Tive doentes que deixaram de ir às consultas por falta de dinheiro para transportes, doentes que reduziam a toma de medicamentos por falta de dinheiro para tomar as quantidades prescritas e havia doentes que iam às consultas de transporte público mas sem bilhete e também   outros que iam a pé percorrendo distâncias significativas. (Alcântara Av Brasil, ou Calhariz de Benfica Av Brasil. Estes doentes eram por mim tratados na UD Centro das Taipas. Deixei de lá trabalhar em  Jan 2013.

Até Abril de 2013, foi escandalosa a progressão do consumo de substâncias sintéticas comercializadas em lojas legalizadas, ou através da Internet. Foi patética a situação ocorrida e muito graves as consequências dessa experiência libertária ocorrida em Portugal. De 2010 a 2013 a venda foi livre para produtos de composição química não clarificada,  substancias psicoactivas sem garantia nem controlo de qualidade, negociadas como se fossem o que não eram. Ainda hoje quem trabalha em saúde mental, com  consumidores destes produtos, sabe bem os danos causados. E naturalmente as famílias dos doentes e os consumidores que adoeceram, sabem o que se passou, e ainda passa...
Além do mais houve consumidores cujas mortes foram associados ao uso destes produtos. 

E também é um escândalo o que não se fez em Portugal, nomeadamente pelo facto de o Observatório Europeu OEDT, sediado em Lisboa ter alertado para este "fenómeno" em 2010 e termos demorado tanto tempo a reagir. A demora, certamente que contribuiu para que o consumo e fidelização de consumidores (até de menores de idade) aumentasse.

No ano de 2013, noto a continuação do consumo abusivo de álcool feito por adultos e escandalosa progressão no consumo na via publica por jovens muitos dos quais menores de idade, realidade que se constata de forma crescente em Portugal desde início deste século.

Na verdade, no que constato, desde há mais de 10 anos, é manifesto o crescimento do uso e abuso de álcool e com manifesta e insuficiente intervenção educativa e preventiva do mau uso. E igualmente é inegável a banalização do consumo de haxixe e de erva que corresponde, naturalmente ao significativo aumento da oferta/disponibilidade. 

Este aumento não é de agora. E, entre muitas pessoas, consumidores e não consumidores, existe e aumenta uma representação de que em Portugal é legal a posse de algumas quantidades de substancias que são ilegais...

Nestes anos, de 2009 a 2012 também tenho constatado o aumento no consumo de cocaína (novos e velhos consumidores de substancias ilegais e de álcool e tabaco). Seja em privado, nas discotecas, nos WC de bares, seja nas calçadas, escadas ou ruelas, quem desejar saber, pode ir ver consumidores de cocaína ou de base/crack. 

Mas já não é tão evidente o consumo por via intravenosa, nem de cocaína nem de heroína. 

E quanto ao consumo de heroína, não constato aumento de novos consumidores. Mas há sim algumas situações de recaídas em heroína, relacionadas com:
- o abandono do tratamento
- o consumo aumentado  de cocaína que é seguido pelo uso de  heroína para baixar
- o tratamento medicamentoso com  insuficiente dose (nomeadamente metadona ou buprenorfina), situação que acontece por varias razões, mas sempre, repito sempre inaceitáveis.

- os números do SICAD indicam um aumento para o triplo de heroinómanos em recuperação (que já não consumiam há alguns anos) e que voltaram no ano passado e este ano a ser readmitidos nos centros de tratamento por recaídas. Como interpreta este facto?

Não confirmo. 
Reconheço que há recaídas, e que o abandono do tratamento feito pela pessoa doente, que a alta precoce, ou que a insuficiência da dose de tratamento, são factores de recaída.

Em tempo de dificuldade financeira, quem não tiver dinheiro e insistir no consumo, terá que usar produtos mais baratos.
Constato que, nesta situação de crise, há doentes que adoeceram por razões directamente relacionadas com a sua situação de vida laboral dificultada, com seu o desemprego, com o seu sofrimento financeiro familiar, com as carências várias reflectidas na família, com as dificuldades no ensino. É uma constatação o aumento de doentes com perturbações da ansiedade e perturbações do humor/depressão.

E constato que mercê de dificuldades financeiras, há doentes que:
- abandonam o tratamento:
- vêm menos vezes às consultas, por falta de dinheiro para transporte ou para pagamento de consulta;
- na consulta pedem medicação para mais tempo;
- pedem que receite menos medicamentos:
- pedem que receite apenas medicamentos genéricos
- pedem renovação do receituário, mas sem ter consulta:
- levam a receita médica mas não compram todos os medicamentos, fazendo por si a selecção do(s) que lhe(s) parece(m) mais necessário(s).
- levam a receita médica, mas não compram os medicamentos.

Naturalmente que estes comportamentos não são apenas de doentes com patologia aditiva. Trata-se de respostas comuns em bastantes doentes com depressão e outras patologias.

Fui co fundador do Centro das Taipas e director até 2008. Saí por… minha decisão. 
Dois anos depois voltei a lá trabalhar como voluntário, o que me foi permitido até Dez 2012.
Mas continuo a trabalhar em Saúde Mental e nomeadamente em Aditologia e Patologia Dual. Trabalho actualmente na Unidade de Aditologia e Patologia Dual da Casa de Saúde de Carnaxide.
Pode-se ler o que faço nos blogs que escrevo
Videos em
http://www.youtube.com/user/psimedicina?feature=watch


A si visitante do blog, muito agradeço a sua visita
Recuse deixar de pensar.
"Não há machado que corte..."
Nunca deixe de usar a sua liberdade
Luís Duarte Patrício

domingo, 28 de abril de 2013

DROGA de substâncias sintéticas & DESPREZO pela Saúde Humana


DROGA de substâncias sintéticas & DESPREZO pela Saúde Humana

Por Luís Duarte Patrício
Médico Psiquiatra

Quadros psicóticos induzidos pelo uso das substâncias psicoactivas


Com o filme, DROGA de substâncias sintéticas:DESPREZO pela Saúde Humana, pretendo contribuir para abrir alguma reflexão sobre a ingenuidade e os interesses, a beatificação e a diabolização perante as substâncias de síntese, antigas e recentes.


O que não existe não dá que falar.
O que não se reconhece também não existe. Não se fala do que não existe.
Mas pode-se fazer de conta. Assim, nem é notícia nem preocupação o que não existe.
Mas há temas e assuntos de que não se fala ou de que se fala pouco. Contudo… existem.

Parece uma descrição caótica, mas apenas parece, porque de facto não é.
Em 2010, 27 Maio foi notícia na Europa, e em Lisboa, o Comunicado ALERTA do Observatório Europeu OEDT. Referia-se às preocupações na União Europeia com novas substâncias sintéticas, reacções em diversos estados membros da UE e recomendações. Ficou-se a saber que Dinamarca, Alemanha, Estónia, Suécia, Finlândia, Roménia, Países Baixos, Noruega, já controlavam a mefedrona e que em Abril de 2010, no Reino Unido foram proibidas a catinona e a mefedrona. Era intenso o abuso e houve mortes relacionadas com o seu consumo.
Face à tragédia de outros, houve quem aprendesse e houve quem desejasse aprender para se defender, para prevenir.

No mundo ocidental, nos locais onde há acontecimentos de consumo de mau uso e abuso de substâncias sintéticas, os profissionais falam disso.
Os riscos com o consumo dessas substâncias sintéticas e de outras substâncias psicoactivas, legais e ilegais, e os danos decorrentes desses consumos são realidades do conhecimento de quem trabalha.

Quadros psicóticos induzidos pelo uso das substâncias psicoactivas
São dramáticas algumas das situações de perturbações psicopatológicas relacionadas com o consumo dos ditos fertilizantes, incensos e sais de banho. Uma mistificação vergonhosamente tolerada ou consentida por alguns cidadãos e até promovida sem vergonha, sem pudor ou por ignorância pela parte de outros.


Em Portugal, os danos ocorridos durante os últimos anos, evidenciam como os profissionais foram surpreendidos pelo seu desconhecimento e como os consumidores foram surpreendidos pelo seu desconhecimento.
Houve consumidores adolescentes, jovens adultos e maduros que adoeceram sem querer.
Há familiares que se confrontam com parentes consumidores que adoeceram com graves alterações do comportamento por uso deste tipo de substâncias
Houve consumidores doentes levados a serviços de urgência por “agitação severa, ideias delirantes, auto-agressividade (comportamentos suicidas), hetera agressividade, comportamentos bizarros, negligência severa nos autocuidados”.
Houve e há doentes em tratamento ambulatório e em tratamento em regime de internamento hospitalar, internados e re- internados em serviços de psiquiatria e saúde mental.
Houve consumidores que adoeceram e que faleceram. Importa saber de que forma a causa da sua morte estará relacionada com os seus consumos. Quantos consumidores doentes terão morrido em Portugal desde 2010?

Nos países mais civilizados qualquer medicamento sintético está sujeito a regras de qualidade.
Mas… não se tratando de um medicamento
Sendo um outro consumível…e sendo desaconselhado para uso humano, nada mais a dizer… Contudo, em Portugal quem vendia até podia aconselhar que convém não abusar.

O consumo cego de substâncias sintéticas, não é senão a expressão do desprezo pela saúde humana.
Em Portugal, houve pessoas que adoeceram e que ficaram surpreendidas porque haviam comprado um produto que estava legalizado, como se isso significasse que fosse interessante e sem riscos para a saúde.
Aqui colocarei o acesso a pequenos vídeos com a permissão de quem neles colabora.

Certamente que quem enlouqueceu não quis enlouquecer
Certamente que quem fez crises de pânico, não desejou tais situações.
Certamente que quem morreu não quis morrer.

A lei mudou em Portugal  - DL 54/2013, 18 de Abril
E…o acesso a muitas substâncias sintéticas identificadas está mais dificultado, impedido, nomeadamente no negócio ao balcão.

O negócio pela internet continua, tal como havia começado, só que agora continua porventura também com clientes fidelizados, vindos do comércio da rede de balcões.

Mas irão aparecer muitas mais substâncias que não estarão na lei.

Há que fazer o que falta para muita gente: motivar e preparar os interessados para um presente que já é passado e para o futuro que é presente, amanhã e depois.
Quem estiver melhor preparado, saberá defender-se melhor. Saberá cuidar melhor do que já se conhece, e saberá lidar melhor com o desconhecido.

Esta será uma forma de melhor contribuir para a Educação e para a redução da procura.

Continuarão a aparecer muitas mais substâncias que não estarão na lei. E quem se preocupa com Educação e Saúde tem que insistir na pedagogia para promover a Saúde, para que se saiba melhor reflectir. Assim se poderá responsabilizar melhor cada pessoa para prevenir o mau uso e abuso de substâncias psicoactivas e outros comportamentos de risco para a saúde individual, familiar e social.

Nas acções realizadas com a MALA da PREVENÇÂO Dr. Luís Patrício, para além dos jogos e de outros materiais, tem sido útil a visualização de alguns pequenos vídeos que ilustram parte do que se passa. Pode ver  nos blog algum desse material pedagógico.
 
Aqui pode ver o vídeo com excertos da apresentação realizada em Madrid em Outubro 2012, no atelier
ABUSO DE COCAÍNA, MEFEDRONA Y HEROÍNA   COMORBILIDAD CON TRASTORNOS PSIQUIÁTRICOS
 

:Sociedade de consumo de fertilizantes: o desprezo pela saúde Humana

 
 

Se ainda tem cerca de 14 minutos, veja outro vídeo mais recente.
Contém em síntese uma perspectiva diacrónica sobre substâncias sintéticas,
e o que se partilha, desde há anos, na intervenção com a Mala da Prevenção.

DROGA de substâncias sintéticas: DESPREZO pela Saúde Humana
Um filme MALA da PREVENÇÂO Dr. Luís Patrício, 2013

Profissionais do Ensino, Profissionais de Saúde, Famílias e outras pessoas, continuam interessados na colaboração da Mala da Prevenção.
 
A Mala da Prevenção esteve recentemente com Profissionais de Saúde em serviços de diversas cidades, Barreiro, Setúbal, Santarém, Caldas da Rainha, Lisboa, e com Profissionais do Ensino em escolas de Lisboa e Queluz.

Se desejar veja este outro vídeo 
DROGA de substâncias sintéticas: DESPREZO pela Saúde Humana
no blog

quinta-feira, 28 de março de 2013


A    S O L I D Ã O


De uma máscara se trata

com nomes e rostos


A solidão tem espaço,

tempo e objectos…


Dentro de nós o vazio é sofrimento...


Um vídeo com realização & montagem
de 
R Santos


Afastada a espuma da superficialidade do consumismo de banalidades,
qual panaceia antidepressiva,
afastada a negação ou desprezo por valores,
pode-se encontrar quem olhe e veja
e perceba os valores das mudanças,
estruturando e construindo no presente, 
com projecção no futuro

Aqui temos um video para ver, ler, ouvir
e ficar a pensar
Luís Patrício





sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Associação Portuguesa de Patologia Dual

Patologia Dual
A MALA da PREVENÇÃO Dr. Luís Patrício participou no Curso de Patologia Dual, COIMBRA 2012, por convite da presidente da Associação Portuguesa de Patologia Dual, Dr.ª Célia Franco.
Se desejar, veja este vídeo em que profissionais de saúde comentam o recurso à Mala da Prevenção Dr. Luís Patrício, no curso de formação sobre Patologia Dual.
Nesta formação também refletimos sobre substâncias sintéticas, "ofertas" no mercado e a "procura" de mais consumidores. Novas drogas? Quais? Quê?
Luís D. Patrício, médico psiquiatra
O texto que se segue, da responsabilidade da Associação Portuguesa de Patologia Dual, é retirado da nota de apresentação do curso.
CENTRO HOSPITALAR E UNIVERSITÁRIO DE COIMBRA, EPE
Hospital Sobral Cid
 
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PATOLOGIA DUAL – APPD
CURSO DE FORMAÇÃO

DOENTE COM PATOLOGIA DUAL:TRATAMENTO INTEGRADO EM PSIQUIATRIA E SAÚDE MENTAL

Drª Célia Franco, Presidente da APPD
Com o advento do século XXI e o desenvolvimento do conhecimento da neurobiologia surge o conceito de Patologia Dual (PD), ou seja, a associação no mesmo doente de doença mental grave (DMG) como esquizofrenia, doença afetiva grave, perturbação de personalidade, deficit de atenção, perturbação de hiperatividade do adulto e perturbação por consumo de substâncias (PUS). A associação destas duas entidades no mesmo doente encontra-se entre as perturbações mentais mais prevalentes no mundo, tendo um enorme impacto na vida do indivíduo e na sociedade, estando associada ao agravamento da severidade e persistência tanto da perturbação mental como da adição, ao agravamento do estado de saúde, à falha sucessiva dos tratamentos, a violência, prisão e pobreza dos doentes. 
Drª Vera Raposo, Secretária da APPD

Se o estigma ainda prevalece no doente com DMG, dificultando o acesso ao tratamento adequado e a integração social, no caso do doente com PD esse estigma é a dobrar: o estigma de ter uma DMG que muitas vezes dificulta o tratamento nos centros para as dependências e o estigma de ter uma PUS que impede o acesso a tratamento adequado nas unidades de psiquiatria. Outras vezes estes doentes acabam por ser tratados por duas equipas distintas em simultâneo, a dos serviços de dependências e a dos serviços de psiquiatria, sem articulação nem integração entre si, o que condiciona geralmente a falha dos tratamentos e o agravamento...
 
 
 
Dr

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Não ignore. Basta de não ver o que está à vista

Visite    http://maladaprevencao.blogspot.pt/


Oiça Rádio na     RTP Antena 1
                                 Quarta-feira pelas 15h20’ Semanalmente
Causas Públicas – Dependências
Com Filomena Crespo e Luís Duarte Patrício
Próximas sugestões

Ainda o Álcool – espaço para saber mai
 

 

Substâncias de abuso e ... exclusão social
Quem vai na rua olha e vê, se não vê...tropeça…
Mas há pessoas que se fazem excluir da área da liberdade

E pode ouvir em blogspot RTP Antena 1
Duração: 12 mi

Duração: 7 min
As substâncias que se vendem nas «smart shops».

quinta-feira, 13 de setembro de 2012



DROGA de Óleo
O que a vida profissional nos ensina,
a propósito da pseudo ingenuidade,
ou da falta de pudor de uns,
ou da falta de conhecimento ou
responsabilidade de outros. 
Por Luís Duarte Patrício
Médico psiquiatra
ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA, um novo produto, ou como muitos dizem nova droga para venda em lojas smart, e que de fato pode ser uma substância anfetamínica, psicoanaléptica, ou mesmo até psicodisléptica, ou talvez psicoléptica.
Com imaginação e muita complacência indecente, e ainda que não seja apenas mais um inocente fertilizante para plantas também este produto virá para o mercado.
Deste modo também estará mais disponível para ser oferecido aos múltiplos interessados pela promoção do consumismo.
Reconhecido por alguns como produto essencial para uma intensa atividade comercial, será comercializado no mercado regulado em estabelecimentos estrategicamente abertos das 10h da manhã às 2 da madrugada, em áreas onde se presuma circularem jovens e menos jovens necessitados e interessados no uso recreativo ou regular deste produto para fechaduras de madeira.
Registe-se a preocupação ética de muitos agentes comerciais deste tipo de produtos e que deveras preocupados com algum eventual risco associado ao desvio na forma de uso, colocam nos seus produtos para venda, e com a sua seriedade, avisos para serem levados a sério pelos compradores e consumidores:
Manter fora do alcance das crianças
Não se destina a consumo humano
Não ingerir
A entrada deste tipo de ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA, fabricado algures no oriente, e embalado no ocidente, apenas está dependente da sua importação, da constituição da firma que o vai comercializar e distribuir e do alvará que o amigo do agente comercial irá obter junto de competentes autoridades (internacionais, nacionais, regionais e locais), nomeadamente através de um amigo especialista em algumas áreas do Comércio, do Consumo e do Direito.
Para que tudo esteja legal face à justiça ao comércio e à economia, apenas se aguarda a resposta social de uma minoria de uma dita vanguarda e o resultado da visibilidade promovida por um grupo de pressão. Neste e noutros casos não importa se este ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA é legal para a saúde individual, física e psíquica e se é legal para à saúde familiar e social.
Contudo consta que:
·         Há quem sendo conservador não aceite a entrada do ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA na sua terra ou na sua casa;
·         Há quem sendo desconfiado aguarde a reação de outros para tomar uma decisão quanto à entrada do ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA na sua terra ou na sua casa;
·         Há quem sendo vanguardista e ou até “progressóide”, facilite ou estimule esta nova experiência., facilitando a entrada do ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA na sua terra ou na sua casa;
·         Há ainda quem não se interesse pelo assunto, pelo menos até que de alguma forma ele lhe toque na sua terra ou na sua casa.
 Aguardamos com interesse a reação do público interessado nestes assuntos e claro dos consumidores e suas famílias.
PS: para não fazer propaganda implícita não se publicam imagens das embalagens de venda do ÓLEO PARA FECHADURAS DE MADEIRA, até porque não se trata de um medicamento.
Nas Equipas de Aditologia, há profissionais de saúde, enfermeiros, psicólogos e médicos que se preocupam com a saúde dos seus doentes, que se preocupam com a saúde pública. É o caso de dois psiquiatras da Madeira, Dr. Luís Filipe Fernandes e Dr. Licínio Santos.
Voltaremos para descrever as TRÊS ATIVIDADES DE FORMAÇÃO para aprofundamento do saber sobre Novas substâncias, realizadas nos últimos dez meses, pelo Departamento de Saúde Mental do Hospital do Funchal e em que pude participar com a Mala da Prevenção, para que se saiba.
Sou testemunha do interesse, da responsabilidade e do esforço que estes colegas, entre outros, têm feito para que se saiba mais sobre este assunto que deve inquietar os cidadãos do seculo XXI e que nos responsabiliza como profissionais de saúde.
 
Da WEB retirei estas notícias que aqui partilho com o leitor
Um qualquer medicamento que          só este ano   tivesse provocado 3 mortos teria sido de imediato retirado
Reflexão do Dr Luís Filipe Fernandes – Médico Psiquiatra FUNCHAL
Facebook, Terça-feira através de telemóvel
Um qualquer medicamento que só este ano tivesse provocado 3 mortos na Madeira, teria sido de imediato retirado pelo Infarmed. Estas drogas ditas legais (os rótulos dizem que não devem ser usadas por humanos) são um problema de saúde publica, pelo que não percebo a incapacidade dos governantes para legislar e das actividades económicas para fiscalizar.
Amanhã a AR vais discutir o assunto, provavelmente para concluir que é preciso criar um grupo de trabalho.
 Comissão da Assembleia da República adiou votação para saber parecer da saúd
Drogas legais à espera
PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA | Quinta-Feira, 13 de Setembro de 2012 | Por Anete Marques Joaquim

Jornal da Madeira | impresso.jornaldamadeira.pt | Edição Impressa

impresso.jornaldamadeira.pt
O diploma sobre as chamadas “drogas legais”, que o PSD/Madeira enviou para discussão na Assembleia da República, foi ontem analisado na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
A votação, contudo, acabou por ser adiada, já que os deputados da referida Comissão decidiram esperar que a Comissão de Saúde se pronuncie sobre o assunto.
A informação foi avançada ao Jornal da Madeira pela deputada social-democrata madeirense com assento na Assembleia da República, Cláudia Monteiro de Aguiar.
Refira-se que o objectivo da proposta de diploma é o de conseguir evitar que o tipo de produtos em causa seja considerado legal, já que, no actual quadro legislativo, não é possível proibir a sua venda ou consumo.